No dia seguinte, Bia apareceu sorridente e feliz, como se fosse a pessoa mais feliz do mundo. Ah, o cabelo dela estava pink. Ela nem falou da maternidade.
Duda e Mily se olharam assustadas. Estavam preocupadas porque era o grande dia esperado por Ricardo.
Bia se sentou em sua mesa como se fosse a pessoa mais normal do mundo com seu cabelo rosa, sua jaqueta de couro preta, uma bota nova de couro de cobra laranja e o amado batom no dente vermelho de sempre.
Como a empresa estava com as mesas ocupadas, elas não puderam sentar
No dia seguinte, Duda estava com uma cara estranha quando chegou na empresa.
Mandou uma sms para Mily dizendo que precisavam conversar sério, longe de Bia.
Por sorte, naquele mesmo dia, Bia não foi trabalhar, então elas puderam conversar sem problemas sobre o "problema".
-Como foi ontem? Perguntou Mily curiosa.
-Foi uma cena de horror! Nunca fiquei tão assustada e com vergonha ao mesmo tempo! No caminho, ela ficou falando que ia se jogar na frente de um carro, mas acredita que ela não dava nenhum passo em direção a eles?? E no meio da subida, ops, ladeira, ela parou e começou a chorar alto, como ela sempre chora.
-E ai?????
Nas semanas que se seguiram, Bia começou a ter ataques nervosos repentinos.
As ligações do atendimento a estressavam, nem sua salada de frutas caras a acalmava. Bruno, um colega dela, meio louquinho também, a aconselhou a procurar um médico, em um hospital.
Mily até comentou com Duda:
-Não é que o doidinho tem razão? Ela precisa de um médico, talvez um psiquiatra, que saiba o que fazer com ela.

As amigas notaram que Bia era uma pessoa solitária, seus pais viajavam semanalmente. E ela vivia na
Luiz começou a se sentir incomodado, pois todos os dias Bia se sentava ao seu lado no almoço.
Aquela atitude doida, o deixava neurótico. Então ele tomou uma decisão aliviadora!

Na segunda feira seguinte, Bia desceu correndo pro almoço em busca de Luiz e não o encontrou.
As  garotas foram questionar o supervisor sobre isso, descobriram que ele pediu transferência de horário pra madrugada.

-Bia, calma! Não fica assim! Ele deve ter tido um bom motivo pra fazer isso. Dizia Duda sem parar para a

A semana passou lentamente, Bia falou de Luiz todos os dias. Ela planejou até o casamento deles. Entre uma ligação e outra, ela dizia que eles faziam um belo casal. Duda e Mily não aguentavam mais aquela histórinha de amor sem sentido.
Mily, cansada dessa situação, falou:

-Bia, qual parte de "ele é comprometido" você não entendeu?

Bia murchava por poucos segundos, e então caia outra ligação, e ela se distraia.


As três trabalhavam como operadoras de call center no centro de SP. Próximo a estação da Luz.
Todos os dias Mily e Duda prometiam que iam visitar o parque da Luz que há em frente a empresa.

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