Luiz começou a se sentir incomodado, pois todos os dias Bia se sentava ao seu lado no almoço.
Aquela atitude doida, o deixava neurótico. Então ele tomou uma decisão aliviadora!

Na segunda feira seguinte, Bia desceu correndo pro almoço em busca de Luiz e não o encontrou.
As  garotas foram questionar o supervisor sobre isso, descobriram que ele pediu transferência de horário pra madrugada.

-Bia, calma! Não fica assim! Ele deve ter tido um bom motivo pra fazer isso. Dizia Duda sem parar para a
amiga maluca.

Bia chorava de soluçar, dizia estar passando mal.

Mily e Duda resolveram levar a maluquinha no ambulatório da empresa. Era aliviador ver ela parando de chorar quando viu a médica.

Ela entrou na sala para a consulta e as colegas ficaram a esperando no corredor do lado de fora. Aquele lugar era muito branco e chato. As cadeiras do corredor de espera tinham seus estofados rasgados com a espuma amarela nojenta aparente. Não era nada interessante esperar lá.
Bia demorou bastante tempo, mas elas não se importavam, pois assim, com Bia lá na consulta, trabalhavam menos. E elas eram boas amigas. Mas Bia era doida mesmo, independente da amizade delas.
Bia chorava todos os dias. Fazia escândalos por besteiras. Como no dia que acreditou que roubaram seu bilhete de ônibus. Ela começou a gritar por todos os lados que a haviam roubado. Que as pessoas a odiavam, que ela estava cansada disso tudo. No final das contas, o bilhete estava no bolso da calça dela. Mas ela era muito engraçada também, pelo menos suas atitudes eram. Ela vinha sempre de bota, fazia chuva ou sol, lá estava Bia com uma bota diferente sempre. Ela nunca repetia bota, e nem sabia quantos pares de bota tinha, sempre de couro de cobra, de franja, sempre havia uma nova. E ela comia todos os dias salada de fruta no almoço. Esse era o almoço dela: Salada de fruta! Com frutas tipo kiwi, carambola, morango etc.
 Quando ela finalmente saiu da sala, as garotas já estavam entediadas e nem tinham mais assunto pra papo.
 Então a médica as chamou pra conversar reservadamente. Foi a vez de Bia esperar, sempre com aquela paranóia de que o mundo conspirava contra ela.

A médica foi direta:
-A colega de vocês, Bia, sofre de diversos transtornos. Ela é meiga e perigosa ao mesmo tempo. Ela precisa de ajuda profissional. Vocês tem que ajuda-la a ver que o mundo não a odeia, nem deseja o mal dela. Ela me contou que o Jerry, sabe o Jerry do desenho? Que o Jerry falou no desenho que odiava ela. Eu estou alertando vocês, que ela realmente precisa de um médico.

Duda e Mily se olharam e disseram em um coro:
-Ok, mas como?

A resposta foi curta e grossa:
-Não sei, mas não a deixem sozinha.

Agora elas tinham um elo permanente com a doidinha.

Quando saíram da sala da médica, Bia estava com um bico gigante. Elas fingiram não perceber, mas Bia já foi dizendo:
-Essa médica não gosta de mim, ela é doida. Ela jogou vocês contra mim! Eu sabia!

Duda e Mily estavam com medo.
Luiz havia se livrado. Mal sabiam ela o que viria a seguir com Bia.

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