12:37
| Postado por
Ane
Naquela noite, Mily nem ligou para Cadu, com medo dele cancelar. Pontualmente as 20h, estava tocando a campainha do portão da casa dele. Era uma casa antiga com um portão baixo, verde e enferrujado. Cadu apareceu com aquela cara de sono. Abriu um sorriso sem graça, ele havia esquecido, mas disfarçou.
Quando Mily entrou seguindo Cadu, parou na porta assustada!
A casa era imunda. Tinham copos sujo espalhados por toda a sala, o piso de taco estava faltando em alguns lugares, e nesses buracos que faltavam piso, haviam migalhas. O ambiente tinha um cheiro azedo. Havia uma velha sentada no sofá vendo TV como se a sujeira não a incomodasse. Ela também estava suja, só que de molho. Cadu a apresentou para Mily.
-Mãe essa é uma amiga minha.
A velha nem se quer direcionou o olhar para a garota. Continuou vendo tv, como se fosse surda.
Mily pegou na mão do Cadu e sussurrou:
-Ela está bem?
-Normal, porque?
-Nada não, deixa... Mily ficou sem graça.
Continuaram andando. Passaram por um corredor com retratos antigos, com fotos de pessoas que provavelmente já haviam morrido. Caras assustadas em sépia e preto e branco.
Pararam em frente uma porta com um adesivo de um garoto urinando mostrando o dedo do meio, era o quarto de Cadu.
Ele entrou e sentou numa cadeira em frente o computador, mandou Mily sentar na cama.
Mily olhou pra cama desfeita com asco, no quarto tinham cinco copos sujos, alguns de açúcar, outros com achocolatado no fundo. Mily respirou fundo e sentou na cama de casal. Cadu levantou e sentou de frente com a moça. Ele colocou o cabelo dela atras da orelha de um modo romântico e a beijou.
Um beijo molhado, Mily gamou de vez.
Ele foi deitando ela na cama. Quando Mily apoiou o cotovelo no colchão, sentiu algo gelado e grudento sobre seu braço. O clima acabou. Havia um prato de uma comida velha em cima da cama. Tinha arroz, feijão e salsicha. Grãos e salsichas nojentas ficaram grudados no cotovelo da mocinha assustada.
-Eca, esbarrei na sua janta.
-Isso foi o almoço de ontem, ou de antes de ontem, rs, não sei.
Mily fez uma cara de nojo medonha.Cadu rapidamente pegou a cueca branca encardida que estava na cabeceira da cama e limpou o braço dela, tirando os feijões amassados.
Cadu soltou uma piadinha sem graça:
-Olha gata, eu faço tudo por você, até sujar minhas cuecas, inclusive a q eu to usando.
Mily sorriu sem graça, estava adorando a noite.
-E cadê seu estúdio fantástico?
-Ah vamos lá, é lá em cima.
Subiram uma escada caracol empoeirada que ficava no canto do quarto. Mily imaginava um estúdio estilo o da Sony Music. Quando subiu, mais uma decepção.
O isolamento do estúdio era feito com caixa de ovo. Cadu nem se deu ao trabalho de pintar. O chão era coberto por um carpete marrom, que provavelmente já foi bege um dia. Tinha um pequeno palco onde eles faziam os ensaios. Tinha uma bateria com peças de cores diferentes, e algumas guitarras e baixos expostos no chão.
Mily sentou no palco, Cadu passou a mão pela perna dela, e foi subindo, safadinho!
Mily passou a mão no rosto dele, com doçura, até o momento que o celular do Cadu tocou no bolso dele, Mily disse ronronando:
-Ignore, fica comigo.
-Não posso, vou atender e já volto.
Cadu desceu correndo e atendeu lá no quarto.
Mily ficou observando o ambiente, haviam varias latas de cervejas vazias.e papeis amassados. Alguns quadros no chão de pessoas famosas que ela não sabia ao certo quem era. Tinha um grupo estranho com a cara pintada e línguas para fora. Tinha um quadro também de um cara de rosto fino e cabelos compridos com a cara branca e batom. Era um ambiente meio quente e claustrofóbico.
Cadu voltou. Olhou para o relógio e comentou:
-Gata, está ficando tarde, vou te levar até o portão.
-Mais já? Acabei de chegar, não tenho pressa.
- Eu te levo até a esquina então. Cadu estava ansioso e não parava de olhar o relógio.
-Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?
-Vou ser sincero contigo, bicho! Você tem que ir embora agora.
-Mas porque?
-Minha namorada está chegando.
-O quê???
Ele pegou a bolsa e o casaco e desceu as escadas em silencio, obrigando assim, Mily acompanha-lo.
Foi até o portão e colocou a bolsa no braço dela e empurrando o casaco nela, de um modo meio grosso. Deu um selinho nela, abriu o portão, empurrou-a para fora e bateu o portão em sua cara.
Mily ficou parada sem saber o que fazer. Mas resolveu sair correndo com medo de apanhar da namorada. Ao virar a esquina, esbarrou com uma moça muito bonita, alta, magra, com cabelos pretos compridos lisos e boca carnuda. Praticamente uma angel da Victoria Secrets. Ela pediu desculpas e continuou andando.
Mily sabia bem quem era. Foi para casa com o coração partido, ouvir Celine Dion.
Quando Mily entrou seguindo Cadu, parou na porta assustada!
A casa era imunda. Tinham copos sujo espalhados por toda a sala, o piso de taco estava faltando em alguns lugares, e nesses buracos que faltavam piso, haviam migalhas. O ambiente tinha um cheiro azedo. Havia uma velha sentada no sofá vendo TV como se a sujeira não a incomodasse. Ela também estava suja, só que de molho. Cadu a apresentou para Mily.
-Mãe essa é uma amiga minha.
A velha nem se quer direcionou o olhar para a garota. Continuou vendo tv, como se fosse surda.
Mily pegou na mão do Cadu e sussurrou:
-Ela está bem?
-Normal, porque?
-Nada não, deixa... Mily ficou sem graça.
Continuaram andando. Passaram por um corredor com retratos antigos, com fotos de pessoas que provavelmente já haviam morrido. Caras assustadas em sépia e preto e branco.
Pararam em frente uma porta com um adesivo de um garoto urinando mostrando o dedo do meio, era o quarto de Cadu.
Ele entrou e sentou numa cadeira em frente o computador, mandou Mily sentar na cama.
Mily olhou pra cama desfeita com asco, no quarto tinham cinco copos sujos, alguns de açúcar, outros com achocolatado no fundo. Mily respirou fundo e sentou na cama de casal. Cadu levantou e sentou de frente com a moça. Ele colocou o cabelo dela atras da orelha de um modo romântico e a beijou.
Um beijo molhado, Mily gamou de vez.
Ele foi deitando ela na cama. Quando Mily apoiou o cotovelo no colchão, sentiu algo gelado e grudento sobre seu braço. O clima acabou. Havia um prato de uma comida velha em cima da cama. Tinha arroz, feijão e salsicha. Grãos e salsichas nojentas ficaram grudados no cotovelo da mocinha assustada.
-Eca, esbarrei na sua janta.
-Isso foi o almoço de ontem, ou de antes de ontem, rs, não sei.
Mily fez uma cara de nojo medonha.Cadu rapidamente pegou a cueca branca encardida que estava na cabeceira da cama e limpou o braço dela, tirando os feijões amassados.
Cadu soltou uma piadinha sem graça:
-Olha gata, eu faço tudo por você, até sujar minhas cuecas, inclusive a q eu to usando.
Mily sorriu sem graça, estava adorando a noite.
-E cadê seu estúdio fantástico?
-Ah vamos lá, é lá em cima.
Subiram uma escada caracol empoeirada que ficava no canto do quarto. Mily imaginava um estúdio estilo o da Sony Music. Quando subiu, mais uma decepção.
O isolamento do estúdio era feito com caixa de ovo. Cadu nem se deu ao trabalho de pintar. O chão era coberto por um carpete marrom, que provavelmente já foi bege um dia. Tinha um pequeno palco onde eles faziam os ensaios. Tinha uma bateria com peças de cores diferentes, e algumas guitarras e baixos expostos no chão.
Mily sentou no palco, Cadu passou a mão pela perna dela, e foi subindo, safadinho!
Mily passou a mão no rosto dele, com doçura, até o momento que o celular do Cadu tocou no bolso dele, Mily disse ronronando:
-Ignore, fica comigo.
-Não posso, vou atender e já volto.
Cadu desceu correndo e atendeu lá no quarto.
Mily ficou observando o ambiente, haviam varias latas de cervejas vazias.e papeis amassados. Alguns quadros no chão de pessoas famosas que ela não sabia ao certo quem era. Tinha um grupo estranho com a cara pintada e línguas para fora. Tinha um quadro também de um cara de rosto fino e cabelos compridos com a cara branca e batom. Era um ambiente meio quente e claustrofóbico.
Cadu voltou. Olhou para o relógio e comentou:
-Gata, está ficando tarde, vou te levar até o portão.
-Mais já? Acabei de chegar, não tenho pressa.
- Eu te levo até a esquina então. Cadu estava ansioso e não parava de olhar o relógio.
-Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?
-Vou ser sincero contigo, bicho! Você tem que ir embora agora.
-Mas porque?
-Minha namorada está chegando.
-O quê???
Ele pegou a bolsa e o casaco e desceu as escadas em silencio, obrigando assim, Mily acompanha-lo.
Foi até o portão e colocou a bolsa no braço dela e empurrando o casaco nela, de um modo meio grosso. Deu um selinho nela, abriu o portão, empurrou-a para fora e bateu o portão em sua cara.
Mily ficou parada sem saber o que fazer. Mas resolveu sair correndo com medo de apanhar da namorada. Ao virar a esquina, esbarrou com uma moça muito bonita, alta, magra, com cabelos pretos compridos lisos e boca carnuda. Praticamente uma angel da Victoria Secrets. Ela pediu desculpas e continuou andando.
Mily sabia bem quem era. Foi para casa com o coração partido, ouvir Celine Dion.
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