21:31
| Postado por
Ane
E naquela noite Mily, que era uma mulher muito ansiosa, não conseguiu dormir, ficou quase a noite toda sonhando com os beijos do Cadu, suas mãos grandes alisando seu corpo delicadamente, ele criando uma música com o nome dela: Emily Cristina, mesmo que a música fosse rock, isso era só um detalhe.
Quando o dia amanheceu, e deu a hora dela levantar, ela estava um caco. O despertador tocou American Idiot, do Green Day. Mas estava ansiosissima.
O grande dia chegou. Mily prendeu a granja para trás, estilo patricinha. Colocou uma blusa com o símbolo do Green Day, banda que ela descobriu antes de dormir, e acabou gostando. Para completar o look, colocou uma calça apertada de sarja cor cereja, e uma jaqueta de couro preta com franjas.
Dessa vez, ela estava linda, com estilo rockstar, meio emo. Mas lindinha. Calçou seu velho all-star preto com cadarço laranja e uma meia de ursinhos cor de rosa. Se estivesse com chulé, estava levando um par de meias limpas na mochila.
Foi trabalhar chamando a atenção dos pedreiros. Onde passava, os caras paravam para olhar, ou falar gracejos nada agradaveis. Ela colocou seu oculos de sol e seus fones grandes e se desligou da humanidade. Antes de sair para trabalho, tambem fez uma maquiagem preta, com delineador e sombra escura.
Chegou no trabalho atraindo olhares de todos.
Duda até ficou surpresa com o estilo da amiga:
-É hoje, né sua safada?
-É... Estou ansiosa! Estou bonita? Será que ele vai gostar de mim?
- Você está deslumbrante. Está bem melhor que ontem. Sua blusa, seu cabelo, sua maquiagem. Parece até que vai prum show de rock.
-E eu vou mesmo! Prum estúdio!!!!! Ele vai até me deixar cantar e vai adorar minha voz e vamos fazer um dueto, tipo Maria Cecilia e Rodolfo.
- Ai que louca! Ele curte rock.Não sertanejo. Se você falar isso para ele, ele vai sair correndo. Só você gosta desses cantores. E sonha mais baixo.
-Tá, já entendi. Mily fez um beicinho.
-Não olha com essa cara de cachorro sem dono, ou gatinho do Shrek.
-Se eu fizer essa cara, ele vai me pedir em namoro na hora.
-Mas é isso que você quer??
-O que?
-Que ele te peça em namoro? Você quer namorar com ele?
-Não. Vou apenas pra me divertir, sou uma moça de família. Quero apenas matar curiosidades, tipo, quem ele é de verdade, como é o estúdio dele... essas coisas.
-Não vá com muita sede ao pote. E não se esqueça que a curiosidade matou o gato.
-Miau.
E as duas riram, enquanto iam para suas mesas feias e velhas atender pessoas chatas.
O dia se arrastou. Parecia que os ponteiros não saiam do lugar. Quando alguém perguntava o porque dela ficar olhando sem parar para o relógio. Ela apenas dizia alegremente:
-A noite promete.
E realmente a noite prometeu e cumpriu.
As 18h, saiu do sistema, e foi correndo pro banheiro, retocar a maquiagem, trocar as meias suadas (não queria que ele desmaiasse com seu chulé). Quando estava pronta, umas 18:20, saiu correndo arrastando Duda para o metrô. Correram como loucas pelas ruas desertas do centro até a estação da Luz. Duda olhou de relance para a Pinacoteca, e lembrou que haviam prometido ir lá, coisa que não acontecia nunca. Quem sabe um dia? Pensou enquanto observou rapidamente ela toda iluminada de um jeito maravilhoso. Ela nunca tinha entrado, mas adorava aquele lugar.
Mily ligou para Cadu para informar que em 30 minutos estaria lá.
-Oi Caduzinho, tudo bem?
-Ah... Oi Mily, tudo bem? Ele respondeu um pouco desconcertado.
-Tudo e você? Estou ligando pra dizer que daqui a pouco estou ai.
-Então Mily. Melhor você nem vir, eu to com umas coisas para fazer...
Ela parou de correr, soltou o braço de Duda, que a olhou aliviada e assustada, olhou para o transito, os olhos vidrados nos faróis e buzinas. Ficou imóvel.
-Você ainda está ai? Me escutou?
-Sim, sim- respondeu Mily de volta a realidade- A gente marca outro dia, eu to mesmo cansada.
-É que tenho umas... coisas... Meio... Sérias, serias não, chatas pra fazer. Preciso ir! Tchau!
-Ok, sem probl... ele já havia desligado.
Mily respirou fundo, olhou em volta, Duda havia se ligado que a amiga levou um bolo.
Começaram a andar devagar pela avenida, o tempo já não importava. Precisava relaxar, estava tensa.
O tênis estava machucando seu pé.
Duda viu que a amiga estava com uma carinha triste. As brincadeiras sobre a noite haviam acabado. Duda bem sabia ou imagina que Cadu havia voltado com a namorada, mas falar isso para Mily só a faria sofrer mais.
Assim caminharam pela avenida lentamente naquela noite iluminada de outono.
Quando o dia amanheceu, e deu a hora dela levantar, ela estava um caco. O despertador tocou American Idiot, do Green Day. Mas estava ansiosissima.
O grande dia chegou. Mily prendeu a granja para trás, estilo patricinha. Colocou uma blusa com o símbolo do Green Day, banda que ela descobriu antes de dormir, e acabou gostando. Para completar o look, colocou uma calça apertada de sarja cor cereja, e uma jaqueta de couro preta com franjas.
Dessa vez, ela estava linda, com estilo rockstar, meio emo. Mas lindinha. Calçou seu velho all-star preto com cadarço laranja e uma meia de ursinhos cor de rosa. Se estivesse com chulé, estava levando um par de meias limpas na mochila.
Foi trabalhar chamando a atenção dos pedreiros. Onde passava, os caras paravam para olhar, ou falar gracejos nada agradaveis. Ela colocou seu oculos de sol e seus fones grandes e se desligou da humanidade. Antes de sair para trabalho, tambem fez uma maquiagem preta, com delineador e sombra escura.
Chegou no trabalho atraindo olhares de todos.
Duda até ficou surpresa com o estilo da amiga:
-É hoje, né sua safada?
-É... Estou ansiosa! Estou bonita? Será que ele vai gostar de mim?
- Você está deslumbrante. Está bem melhor que ontem. Sua blusa, seu cabelo, sua maquiagem. Parece até que vai prum show de rock.
-E eu vou mesmo! Prum estúdio!!!!! Ele vai até me deixar cantar e vai adorar minha voz e vamos fazer um dueto, tipo Maria Cecilia e Rodolfo.
- Ai que louca! Ele curte rock.Não sertanejo. Se você falar isso para ele, ele vai sair correndo. Só você gosta desses cantores. E sonha mais baixo.
-Tá, já entendi. Mily fez um beicinho.
-Não olha com essa cara de cachorro sem dono, ou gatinho do Shrek.
-Se eu fizer essa cara, ele vai me pedir em namoro na hora.
-Mas é isso que você quer??
-O que?
-Que ele te peça em namoro? Você quer namorar com ele?
-Não. Vou apenas pra me divertir, sou uma moça de família. Quero apenas matar curiosidades, tipo, quem ele é de verdade, como é o estúdio dele... essas coisas.
-Não vá com muita sede ao pote. E não se esqueça que a curiosidade matou o gato.
-Miau.
E as duas riram, enquanto iam para suas mesas feias e velhas atender pessoas chatas.
O dia se arrastou. Parecia que os ponteiros não saiam do lugar. Quando alguém perguntava o porque dela ficar olhando sem parar para o relógio. Ela apenas dizia alegremente:
-A noite promete.
E realmente a noite prometeu e cumpriu.
As 18h, saiu do sistema, e foi correndo pro banheiro, retocar a maquiagem, trocar as meias suadas (não queria que ele desmaiasse com seu chulé). Quando estava pronta, umas 18:20, saiu correndo arrastando Duda para o metrô. Correram como loucas pelas ruas desertas do centro até a estação da Luz. Duda olhou de relance para a Pinacoteca, e lembrou que haviam prometido ir lá, coisa que não acontecia nunca. Quem sabe um dia? Pensou enquanto observou rapidamente ela toda iluminada de um jeito maravilhoso. Ela nunca tinha entrado, mas adorava aquele lugar.
Mily ligou para Cadu para informar que em 30 minutos estaria lá.
-Oi Caduzinho, tudo bem?
-Ah... Oi Mily, tudo bem? Ele respondeu um pouco desconcertado.
-Tudo e você? Estou ligando pra dizer que daqui a pouco estou ai.
-Então Mily. Melhor você nem vir, eu to com umas coisas para fazer...
Ela parou de correr, soltou o braço de Duda, que a olhou aliviada e assustada, olhou para o transito, os olhos vidrados nos faróis e buzinas. Ficou imóvel.
-Você ainda está ai? Me escutou?
-Sim, sim- respondeu Mily de volta a realidade- A gente marca outro dia, eu to mesmo cansada.
-É que tenho umas... coisas... Meio... Sérias, serias não, chatas pra fazer. Preciso ir! Tchau!
-Ok, sem probl... ele já havia desligado.
Mily respirou fundo, olhou em volta, Duda havia se ligado que a amiga levou um bolo.
Começaram a andar devagar pela avenida, o tempo já não importava. Precisava relaxar, estava tensa.
O tênis estava machucando seu pé.
Duda viu que a amiga estava com uma carinha triste. As brincadeiras sobre a noite haviam acabado. Duda bem sabia ou imagina que Cadu havia voltado com a namorada, mas falar isso para Mily só a faria sofrer mais.
Assim caminharam pela avenida lentamente naquela noite iluminada de outono.
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